Maria Rachel Coelho: Cidadania e justiça!

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Manaus - Tabatinga - Benjamin Constant - Atalaia do Norte
Atualizada em 06/05/2014

Para se chegar ao Vale do Javari,primeiro fizemos uma parada em Manaus. Primeiro porque é a cidade do meu coração, segundo porque queria matar saudades de grandes amigos, terceiro porque o avião para Tabatinga saiu de Manaus.

Visitamos a Ponta Negra e atravessamos a Ponte do Rio Negro que só no ano passado passei por ela 5 vezes de avião mas ainda não tinha usufruído de passar fisicamente em terra.

Depois de passearmos um dia inteiro e observar as obras e a nova cara da cidade, fomos curtir a noite, comendo um delicioso matrinxã no Parque 10. Depois da decepção de saber que o "Chão de Estrelas" fechou fomos tomar a saideira no Bar do Armando, também com a triste notícia de seu falecimento. Embora o bar continue bombando com a direção da família.

Terminamos no Teatro Amazonas pois no dia seguinte embarcaríamos para Tabatinga e ainda tínhamos um longo caminho pela frente.

Chegada no aeroporto de Tabatinga.

Tabatinga está localizada na tríplice fronteira entre Brasil-Colômbia-Peru. Apresenta uma conurbação com a cidade colombiana de Letícia que coincidentemente é também capital do Amazonas mas Colombiano.

Tabatinga está localizada no meio da maior floresta tropical do planeta, a selva amazônica, à margem esquerda do Rio Solimões.

Toda a região está coberta por florestas (altas, baixas e pouco densas) e, hidrograficamente, pertence à bacia do rio Amazonas, sendo banhada pelos rios Solimões, Içá, Japurá e vários de seus afluentes, tais como: Hapapóris, Traíra, Puretê, Puruê e Cunha. Há duas grandes ilhas fluviais próximas: Santa Rosa - Peru e Aramaçá - Brasil.

É uma cidade que faz fronteira com a Colômbia e com o Peru, sendo que a fronteira com o primeiro país é terrestre.

As cidades de Tabatinga e Leticia (Colômbia) são interdependentes, no tocante ao abastecimento das populações. O único marco limítrofe é um poste com as duas bandeiras e um boto cor de rosa, embora o animal mais importante da cidade seja a onça. Inclusive existe o Festival das onças pintada e preta no mês de setembro.

Essa simplicidade na fronteira faz com que a população local transite livremente entre os dois países como se as duas cidades fossem uma . O acesso mais frequente à Colômbia é pela Avenida da Amizade que começa no Aeroporto Internacional de Tabatinga e termina dentro de Leticia (Colômbia).

Para se chegar ao Vale do Javari obrigatoriamente temos que fazer essa escala, por sinal, maravilhosa já que Tabatinga era uma área indígena antes da chegada dos jesuítas e demais homens brancos e a cidade ainda abraça muitos indígenas, inclusive duas Aldeias da etnia Tikuna.

Chegando ao Porto de Tabatinga pegamos um barco para a cidade de Benjamin Constant, terceira etapa da viagem.

De Benjamin Constant vamos de carro até a cidade de Atalaia do Norte. É importante informar a vocês que pode-se ir direto de barco de Tabatinga para Atalaia do Norte mas fica mais oneroso já que deve-se fretar um barco particular.

Embora a cidade de Tabatinga seja visada pelo narcotráfico como rota de passagem, não é um centro consumidor e a violência é pequena, em cujos assassinatos se restringem basicamente a pessoas envolvidas de alguma maneira mais direta com o narcotráfico, ou seja, não atinge a quase totalidade da população mesmo com a organização policial da cidade sendo precária: há uma delegacia geral de polícia civil, uma Delegacia da Polícia Federal, um batalhão da Polícia Militar do Amazonas - PMAM, um presídio, um efetivo da Força Nacional do Brasil, um Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Tabatinga (DTCEA-TT) e um Comando de Fronteira do Exército, representado pelo 8º Batalhão de Infantaria de Selva.

No trajeto de Benjamin Constant a Atalaia paramos para fotografar a Transamazônica que deveria ligar a cidade até o estado do Acre mas suas obras estão paradas e só é possível andar-se cerca de 30 km com segurança e ainda assim com muitos atoleiros.

E finalmente chegamos a Atalaia do Norte,onde começa o Vale do Javari!

No final do álbum, algumas fotos já de nossa volta e foto que postei por último, uma curiosidade: Nem Benjamin Constant, nem Atalaia do Norte tem postos de gasolina. A gasolina é trazida do Peru e colocada assim nas estradas em garrafas pet. Assim também como ocorre nos barcos quando viajamos pelos rios. A gasolina é vendida em galões do lado do Peru e colocada nos motores em garrafas pet.

Espero ter contribuído para que conheçam um pouco mais do nosso lindo Brasil. E nas fotos existem legendas complementares.