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Brasil é vice-campeão do mundo em educação profissional
Maria Rachel Coelho Pereira - 20/10/2017

Realizada a cada dois anos, a WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo. Os melhores alunos de mais de 60 países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Eles precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade.

A competição reúne jovens qualificados de todo o mundo, selecionados em olimpíadas de educação profissional de seus países, realizadas em etapas regionais e nacionais.

Este ano, a WorldSkills 2017 teve mais de 100.000 visitantes dos Emirados Árabes Unidos e de todo o mundo, 1.300 jovens qualificados de 68 países e regiões membros em 52 ocupações do setor industrial e de serviços. A competição aconteceu esta semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.


A cerimônia de abertura contou com mais de 10 mil pessoas presentes no estádio Yas Du Arena, torcendo por seus, suas jovens e por aqueles que competiram durante o WorldSkills Abu Dhabi 2016, que foi realizada sob o patrocínio de Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi e Vice-Supremo Comandante das Forças Armadas dos Emirados Árabes.


A noite de abertura começou com o hino nacional dos Emirados Árabes, antes de um discurso memorável de Mubarak Saeed Al Shamsi, diretor-geral do Centro Abu Dhabi de Educação e Treinamento Técnico e Profissional (ACTVET), que destacou que a Capital dos Emirados Árabes Unidos se orgulhava de ter recebido os 100 mil visitantes para o evento de uma semana, acrescentando que Abu Dhabi é o coração da hospitalidade do Oriente Médio.

Apesar da China ter liderado a mesa de medalhas com 15 medalhas de ouro, 7 de prata e 8 bronzes; a Coréia, em segundo lugar em pontos de medalha com 8 ouro, 8 prata e 8 bronzes e a Suíça em terceiro, ganhando 11 de ouro, 6 de prata e 3 de bronze, o Brasil se manteve na elite da educação profissional do mundo. Com um total de 34.901 pontos, ficou em 2º lugar geral na maior competição de profissões técnicas do mundo. Os russos ficaram em primeiro, com 35.461 pontos.

A delegação brasileira foi composta por 56 competidores, 51 alunos e ex-alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e 5 do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que competiram em 50 ocupações. É bom lembrar que na última edição da WorldSkills, em 2015, o Brasil ficou em primeiro lugar.

Em agosto de 2015, a cidade de São Paulo sediou a 43ª WorldSkills, realizada no Anhembi Parque. A delegação brasileira, formada por 56 competidores, foi a grande campeã da edição, conquistando 27 medalhas. Foram 11 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, além de 18 certificados de excelência. No ranking de pontos totais, o time brasileiro ficou no lugar mais alto do pódio. Esse foi o melhor desempenho do Brasil desde que começou a participar da competição, em 1983. A delegação competiu com 59 países, representados por 1.190 competidores, um número recorde na história do evento


“Em Abu Dhabi o Brasil demonstrou seu padrão de excelência em educação profissional. Estamos entre os melhores países do mundo (China, Coreia do Sul, Suíça e Rússia) e isso é importante para criar oportunidades para os jovens e competitividade para a as empresas. Estamos orgulhosos com o resultado alcançado pelo jovens do SENAI e do Senac que, com muita fibra e talento, representaram o Brasil”, destacou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o resultado demonstra o alto nível do Brasil no conjunto das profissões. "É o nível de excelência que o Brasil tem e que dificilmente nós conseguimos reproduzir em outros rankings, seja de desempenho econômico, de competitividade, inovação ou de educação regular. Em educação profissional, o Brasil tem excelência, que é uma porta para a juventude brasileira", disse.

Embora o país tenha ficado em segundo no ranking de pontos, no quadro geral de medalhas os brasileiros ficaram em 4º lugar. Foram 15 medalhas em Abu Dhabi, sendo 7 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze, além de 26 certificados de excelência. Considerando apenas as medalhas, a primeira posição ficou a China, Coreia do Sul e Suíça, mas o Brasil se manteve à frente de países com bastante tradição na disputa, como França, Japão, Áustria e Alemanha.

Se em outros rankings mundiais de educação o Brasil não consegue melhorar sua posição, em educação profissional o caminho é inverso. Na última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o país registrou queda de pontuação nas três áreas avaliadas: Ciências, Leitura e Matemática. Com isso, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. A prova foi aplicada em 70 países.

Os vencedores chamados no palco orgulhosamente levantaram a bandeira do Brasil, alguns emocionados derramaram lágrimas.

Verdadeiros heróis. Campeões! Com medalhas ou não, orgulho de todos nós brasileiros. Melhores do Mundo!