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Previna-se da clonagem de cartões
Maria Rachel Coelho - 20/10/2011

Como se prevenir das clonagens de cartões
Clonagem do cartão de crédito é um dos maiores perigos para seus usuários. Os cartões magnéticos são clonados de maneira grosseira por todos os cantos do país.

Os "cartãozeiros", como são chamados os fraudadores de cartões magnéticos, possuem diversas táticas para fazer com que o dono do cartão caia em um golpe. Há alguns anos, antes da introdução dos cartões com chip no mercado, o índice de clonagens era muito maior. Se ação fosse realizada em um caixa eletrônico em uma agência bancária (o que não é nenhum pouco incomum) os bandidos colocariam o "chupa-cabra" ( aparelho usado para copiar as trilhas magnéticas do cartão ) no leitor de cartões e, em um lugar um pouco mais alto, filmariam o cliente digitando a senha.


Estes aparelhos que roubam a identificação magnética dos cartões nada mais são do que leitoras comuns alteradas para que passem a gravar estes códigos e reproduzi-los em outros cartões. E a tecnologia que chegou para defender os consumidores lamentavelmente também auxilia organizações criminosas e usuários mal intencionados.

Mau uso da tecnologia

Com a chegada dos sites bancários e das funções home-banking, o falsário só precisa encontrar um arquivo espião para fazer com que a senha e o número de cartão de crédito sejam roubados do computador do cliente. Isso acontece muito em casos de emails fraudulentos que se passam por comunicados da Receita Federal, Caixa Econômica Federal e outros bancos brasileiros ou até do exterior.

O processo de clonagem é simples mas exige alguns equipamentos que chegam a custar mais de 10 mil dólares. Nestes casos, o falsário não trabalha com qualquer tipo de material e sim com réplicas quase idênticas aos cartões originais das operadoras mais variadas. Para falsificação as quadrilhas utilizam impressoras de cartões, máquinas para criação de hologramas, impressão das letras em alto relevo e uma série de outros equipamentos.

As compras pela internet têm aumentado sensivelmente os números de fraudes envolvendo cartões de crédito em todo o Brasil. Os mesmos arquivos maliciosos escondidos em emails falsos roubam informações como número do cartão, data de validade e o código de segurança de três dígitos. Com esses dados, qualquer pessoa pode fazer compras no nome de quem quer que seja. Por isso, se você costuma abrir todos os emails que chegam na sua caixa de entrada, comece a ser um pouco mais seletivo e desconfie de remetentes desconhecidos.

Primeiro, os fraudadores precisam de um aparelho que leia cartões para poder revertê-lo de modo que o dispositivo passe a gravar as trilhas magnéticas que passam pelos seus contatos. Depois, este código é repassado para um segundo cartão que pode, ou não, ter o mesmo aspecto estético do original. O processo de transformação de cartões plásticos comuns em cópias quase fiéis de cartões verdadeiros leva a quadrilha a desembolsar uma boa quantia em dinheiro.

Normalmente estas fraudes não se restringem apenas aos cartões magnéticos. Quem faz falsificações dos cartões também pode fazer cédulas de identidade falsas, CPFs adulterados e uma série de outros documentos o que configura-se crime com penas que variam de 1 a 3 anos de prisão (caso o documento falsificado seja particular; ex.: a própria carteira de identidade) ou de 1 a 5 anos, se o documento for público, como é o caso dos cartões de crédito.

Quando a quadrilha atua diretamente nos caixas eletrônicos e máquinas de cartão nas lojas, a forma de enganar o lojista e o consumidor é uma afronta. O fraudador se faz passar por um técnico da operadora de cartão de crédito e diz que vai fazer a manutenção da máquina. Na verdade ele instala o "chupa-cabra" para conseguir os dados do cartão.

Cartões com chip

Com os cartões com chip aumentou a segurança dos consumidores. Essa tecnologia unificou dois cartões em um só e evita que o cliente ande com um cartão para débito e outro para crédito como acontecia com os cartões magnéticos. Os chips possuem mais memória e fazem com que um único cartão possua as duas opções de pagamento: débito e crédito.
Um dos motivos pelos quais os cartões de chip são mais seguros que aqueles de tarja magnética está no fato de que essa nova tecnologia trabalha com autenticação offline, ou seja, não exige que o caixa eletrônico esteja conectado com qualquer tipo de sistema além do que já está instalado. Esse tipo de cartão também é mais seguro no que se refere às transações feitas pela internet e dispensa a assinatura do portador, uma vez que o PIN do cartão é capaz de substituir essa necessidade.

A segurança dos chips também está no fato de que todos os dados contidos neste sistema estão criptografados. Entretanto, de nada adianta avançar cada vez mais a tecnologia para garantir a segurança dos usuários se o próprio cliente não toma os devidos cuidados com os seus cartões e documentos.
Talvez ainda não exista um método 100% seguro para que as administradoras de cartão de crédito consigam manter os cartões longe dos falsários. Até mesmo o chip já sofre com algumas falsificações, afinal o que houve foi apenas a digitalização do processo que antes era analógico. Mesmo assim, é muito mais seguro fazer uso de cartões de chip do que continuar o uso daqueles que ainda têm a tarja magnética.

Como se prevenir

São inúmeras as formas dos falsários conseguirem os dados do consumidor. Às vezes o próprio usuário " se entrega". Por exemplo: alguém liga para a casa do usuário se identificando como um funcionário da operadora do seu cartão de crédito e informa que foi feita uma compra de um objeto bastante incomum no seu nome com um valor bastante alto. Ao responder que não, o consumidor está dando oportunidade ao falsário para que este diga que o seu cartão talvez tenha sido clonado e que é preciso fazer uma verificação. Ele pedirá informações sobre endereço, número do cartão e o número do PIN. Com esses dados o ladrão poderá fazer compras no nome do consumidor a qualquer hora do dia. Ao final da ligação o suposto atendente pede que o usuário telefone para a central de segurança da operadora do cartão informando o ocorrido.

Contudo, logo depois de desligar o telefone, já existirá uma compra no cartão do consumidor e verdadeira pois ocorreu com a cessão dos números de segurança do cartão de crédito. Por isso, nunca se deve dar informações referentes à conta bancária ou cartões de débito ou crédito. Pode ser extremamente perigoso e, sem saber, podemos ser vítimas de crime.

Outro golpe famoso é o "chupa-cabras". Como não podemos saber se aquela máquina de pagamentos está ou não adulterada, procure nunca permitir que o atendente leve o cartão para longe da sua vista. Pode parecer um tanto exagerado, mas toda precaução é pouco quando o que está em jogo é manter o nome limpo na praça. Por isso, sempre que for realizar pagamentos com cartões, atente para qualquer movimentação estranha.

Caso o cartão fique preso na máquina da loja ou no caixa eletrônico, procure anular ou cancelar a compra e comunicar imediatamente este fato ao banco. Caso utilize o telefone da cabine do caixa, verifique se o telefone funciona. Em caso negativo, o golpe é quase certo. Neste caso, não aceite ajuda de nenhum estranho.

Além dessas medidas de segurança, é importante certificar-se que ninguém está observando enquanto estiver digitando a senha. É um direito seu exigir que as outras pessoas aguardem a vez respeitando as faixas marcadas no chão do banco. Dessa maneira evita-se visão de senha etc e tem-se mais segurança com os cartões e com a conta bancária.


Se você, consumidor já passou por algo parecido: extravio de cartões, roubo de números e senhas, faça imediatamente uma denúncia na DECON ou qualquer outra delegacia de polícia, assim como avise imediatamente ao banco.

Qualquer dificuldade, estamos à sua disposição no Disque Procon- 151.