Maria Rachel Coelho: Cidadania e justiça!

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Uso consciente das sacolas plásticas
Maria Rachel Coelho - 21/09/2011

Reduzir progressivamente o uso de sacolas plásticas descartáveis pelas reutilizáveis. Isso é essencial para a Cidade, para o Planeta e para as futuras gerações.

A diminuição do uso das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais é objetivo no mundo inteiro. Existem vários movimentos para o fim do saco plástico principalmente na Inglaterra, na Espanha, na China, Japão e na Alemanha, onde os produtos são cobrados em supermercados. No Brasil, o Movimento não ficou para trás, desde a campanha saco é um saco do Ministério do Meio Ambiente (MMA) o esforço é grande para divulgar formas de mudança de hábitos e utilização de sacolas ecologicamente corretas.

No Estado do Rio de Janeiro, a Lei 5.502/09 sancionada no dia 15 de julho de 2009, de autoria do Executivo, determina uma série de adaptações para a utilização de sacolas plásticas no território fluminense. A lei não proíbe o uso de sacolas. Muita gente achou que elas fossem acabar, mas isso não aconteceu. As pessoas também não tem que pagar pela sacola. Outra confusão é que seria obrigatória a aquisição daquelas sacolas reutilizáveis. Não será preciso. O que a lei pretende é estimular a redução do uso das sacolas plásticas. O que as pessoas também desconhecem é que a lei está em pleno vigor, embora tenha havido um esforço na própria ALERJ para adiá-la, isso não ocorreu e desta forma passamos a divulgá-la.

Pesquisas apontam que no Brasil uma única pessoa consome 60 sacolas plásticas por mês. Sacolas plásticas levam mais de 100 anos para se decompor.

A principal questão sobre a sacola plástica, mais do que a substituição por sacos de pano, é não jogá-las fora. Na Europa, em muitos países é cobrado um valor para uma sacola, que também é plástica, mas feita de um material melhor. Quando o consumidor é cobrado, ele não vai jogar fora a sacola, e sim reusá-la.

Para alguns, essa solução é a melhor: além de conscientizar a população para não jogar o saco fora, só se muda os hábitos dos brasileiros cobrando pelo produto. Mas não foi essa a opção legal:

Entenda melhor a Lei:

De acordo com a Lei 5.502/09, as empresas que não conseguirem fazer as adaptações exigidas, terão que, obrigatoriamente, receber sacolas plásticas entregues pelo público, independente do estado de conservação e origem.

Além disso, esses estabelecimentos terão que optar por uma das seguintes permutas:

1- a cada cinco itens comprados, o cliente que não usar sacola plástica vai ganhar um desconto de, no mínimo, R$ 0,03;

2- a cada 50 sacos plásticos apresentados por qualquer pessoa, os estabelecimentos vão entregar um quilo de arroz ou feijão;

3- As empresas que não comercializem esses gêneros alimentícios poderão efetuar a troca por um quilo de outro produto da cesta básica;

4- As microempresas tiveram até julho de 2011 para adaptarem-se à lei, já para as empresas de pequeno, médio e grande porte a lei já está valendo desde que entrou em vigor.

Algumas recomendações do Procon RJ

Usar caixa de papelão nos supermercados ou levar a sacola retornável de lona ou feitas de tecido, com forro revestido de papelão encapado com malha de algodão. O forro pode ser retirado na hora de lavar.

Outra alternativa é usar o carrinho de feira como na época de nossos avós, além de ser uma forma de preservar a coluna; assim como usar o próprio carrinho de supermercado, colocando diretamente, as mercadorias no automóvel. Existem veículos que inclusive já tem um compartimento específico para isso.
Pra quem não tem carro, a recomendação é fazer as compras aos poucos.

Em casa,as sugestões vão de dobraduras em jornais velhos, colocando-os na lixeira até reunir pequenos lixinhos nesse lixo maior (aquele preto que já é feito apartir de aproveitamentos de outros sacos).

Hoje já começa a se difundir a "coleta coletiva" que nada mais é do que a oferta ao consumidor de deixar o lixo no próprio supermercado.

Por último, evite desperdício; alimentos orgânicos podem ir para o jardim para quem tem jardim e mora em casa.

Outra recomendação ao consumidor é que vire um verdadeiro " fiscal da Lei" na exibição de cartazes nos supermercados do Estado com os seguintes dizeres: "Sacolas plásticas convencionais levam mais de cem anos para se decomporem no meio ambiente. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis."

Participe, recicle, reutilize, recuse ou reduza o uso de sacolas plásticas. Um dos grandes problemas decorrentes do uso indiscriminado delas é o seu descarte incorreto. Além de poluirmos rios, lagos e mares, as sacolas descartadas incorretamente entopem bueiros e provocam enchentes, assim como castigam as cidades na época das chuvas.

Plástico descartado, além de poluir, mata por asfixia pássaros, tartarugas e golfinhos, além das inundações.

Vamos todos juntos contribuir para um futuro melhor para nossos descendentes e para as futuras gerações!