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Dicas de segurança em Parques de Diversões
Maria Rachel Coelho - 22/08/2011

Ultimamente, além dos acidentes ocorridos nos parques de diversões, tirando a vida e lesionando crianças e adolescentes, temos visto reportagens assustadoras acerca das condições dos parques no Brasil inteiro.

Parques abandonados

Muitas vezes, os parques exibem alvará de funcionamento expedido pelas prefeituras e licenças emitidas pelos CREAs mas mesmo assim apresentam inúmeras irregularidades como caixas de energias abertas com fios expostos, brinquedos danificados, pilares de ferro soltos, brinquedos sem proteção contra chuva etc. São muitas autorizações concedidas sem o devido critério e falta de manutenção necessária.

Não há uma lei específica no Brasil que regulamente os parques de diversões mas a entidade que representa o setor e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançaram em março uma série de regras para aumentar a segurança na área.

No site da ABNT (www.abnt.org.br) está disponível conjunto de regras baseadas nos sistemas americano e europeu de controle de segurança em parques.

Trata-se das Normas Brasileiras para Parques de Diversões, que entraram em vigor no dia 25 de março e discorrem sobre fabricação, operação, quesitos de segurança, restrições ergonômicas (indicação de altura mínima e máxima), restrições médicas e documentos de inspeção pelas quais um parque de diversão, aquático ou bufê infantil deve passar.

Para evitar acidentes nos brinquedos, alertam especialistas, a primeira medida dos responsáveis deve ser avaliar o estado geral dos brinquedos e do espaço.

Algumas Dicas

Brinquedos quebrados, com ferrugem e fios emaranhados denunciam falta de manutenção e de cuidado. O maior risco costuma estar nos parques itinerantes.

- Cuidado com os remendos. O carrinho que se desprendeu do brinquedo e matou dois jovens em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, recentemente, estava remendado com cola feita de resina. É importante tentar avaliar se as peças dos brinquedos estão bem presas.

- Respeite sempre as regras de segurança. Esteja sempre perto do seu filho, respeite a altura permitida nos brinquedos (que deve estar indicada) e verifique se os cintos e travas estão firmes. As placas devem conter o ano de fabricação dos brinquedos e a data da última revisão ou manutenção realizada.

- Pistas de skate, patinação e kart devem oferecer equipamentos apropriados, como capacete e cintos de segurança, além de isolamento de proteção de pista e equipe com profissionais habilitados para possíveis casos de acidentes.

- Fique atento na conservação dos parques. Estruturas devem estar firmes no chão, não apresentar rachaduras ou deterioração. É preciso avaliar se existem peças pontiagudas aparentes, como na foto abaixo. As roscas de parafusos salientes devem ter acabamentos de proteção.

- Em parque aquático, menores de 12 anos não podem entrar sem a supervisão de um maior. Toda piscina aberta ao público deve ter um salva-vidas devidamente formado e identificado. O uso de bóias nem sempre garante a segurança infantil. O colete é o mais seguro. Cada tobogã deve contar com dois profissionais: um para coordenar a descida e um salva-vidas para auxiliar quem chega na água.

- Veja se há alguma informação sobre a montagem do brinquedo que deve ser checada por um responsável e, todos os dias, os brinquedos devem ser verificados e ligados para ver se está tudo bem.



- Por último, é importante também cobrar das autoridades, a fiscalização desses locais com o intuito de proibir que funcionem. O fato de estarem abertos ao público pressupõe que estão dentro da lei e com a segurança necessária. Mas nem sempre isso é verdade.

Assim sendo, fique alerta! Tome bastante cuidado para não se tornar a próxima vítima dos parques de diversões abandonados!